domingo, 30 de agosto de 2009

SER FLUMINENSE por Arthur da Távola



Ser Fluminense


Ser  Fluminense é entender esporte como bom gosto. É ser leal sem ser boboca e ser limpo sem ser ingênuo.

Ser Fluminense é aplicar o senso estético à vida e misturar as cores de modo certo, dosar a largura do grená, a profundidade do verde com as planuras do branco.

Ser Fluminense é saber pensar ao lado de sentir e emocionar-se com dignidade e discrição. É guardar modéstia, a disfarçar decisão, vontade e determinação. É calar o orgulho sem o perder. É reconhecer a qualidade alheia, aprimorando-se até suplantá-la.

Ser Fluminense não é ser melhor mas ser certo. Não é vencer a qualquer preço mas vencer-se primeiro para ser vitorioso depois. É não perder a capacidade de admirar e de (se) colocar metas sempre mais altas, aprimorando-se na busca! E jamais perder a esperança até o minuto final.

Ser Fluminense é gostar de talento, honradez, equilíbrio, limpeza, poesia trabalho, paz, construção, justiça, criatividade, coragem serena e serenidade decidida.

Ser Fluminense é rejeitar abuso, humilhação, manha, soslaio, sorrateiros, desleais, temerosos, pretensão, soberba, tocaia, solércia, arrogância, suborno ou hipocrisia. É pelejar, tentar, ousar, crescer, descobrir-se, viver, saber, vislumbrar, ter curiosidade e construir.

Ser Fluminense é unir caráter com decisão, sentimento com ação, razão com justiça, vontade com sonho, percepção com fé, agudeza com profundidade, alegria com ser, fazer com construir, esperar com obter. É ter os olhos limpos, sem despeito, e claro como a esperança.

Ser Fluminense, enfim, é descobrir o melhor de cada um, para reparti-lo com os demais e saber a cada dia, amanhecer melhor, feliz pelo milagre da vida como prodígio de compreensão e trabalho, para construir o mundo de todos e de cada um, mundo no qual tremulará a bandeira tricolor.



(Artur da Távola)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Carta do Tenente da Marinha Cardoso - Redigida após desistir da carreira naval

Prezados amigos do portal militar. Eu recebi agora por email e decidi postar aqui no portal para que todos possam ter acesso. é certo que não sabemos se é verdadeira, mas o que importa isto? O fato é que a carta aponta problemas internos de pessoal, descontentamento e desmotivação. É um bom motivo para reflexão, pelos militares e principalmente pelos civis. Prezado Comandante, Envio em anexo a este e-mail uma carta de despedida que redigi nestes meus últimos dias na Marinha do Brasil, carta esta que contém algumas das razões pelas quais decidi abandonar esta Força. Esta carta será enviada a todos os Comandantes que trabalharam comigo de modo direto, sendo que, para alguns, enviei uma cópia em papel por razões específicas. Também estou enviando uma cópia para o nosso Almirante, para o Comandante da EN, DPMM, DGPM, CON e Comandante da Marinha. Que seja de alguma valia e que surta algum efeito positivo para aqueles que continuam a servir o País nesta instituição. Respeitosamente, 1T Cardoso. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Prezado Comandante, Esta carta foi escrita como uma última tentativa de mudar o que não consegui em quase uma década. Meu desânimo, que culminou na desistência da minha carreira, foi cultivado sistematicamente dia após dia, através da observação e vivência de atitudes que desprestigiavam meu bom-senso, capacidade crítica e intelecto, sobre os quais passarei a discorrer mais adiante. Após ter sido aprovado, em 1998, num dos concursos mais concorridos daquela época, ingressei na Escola Naval, tendo preterido uma carreira de engenheiro eletrônico na UFRJ. Julgava que a carreira naval se mostrava mais promissora, com estabilidade, interstícios bem definidos e ainda um certo prestígio junto à sociedade. Esse foi o espírito com o qual fui admitido na Marinha do Brasil. Após cinco anos de formação, e apenas um de oficial, já havia tomado a decisão: não havia como permanecer nesta carreira, a não ser, literalmente, “com o sacrifício da própria vida”. Um sacrifício contínuo, que eu via se abater sobre todos os meus colegas de Praça d´Armas, fossem eles Segundos-Tenentes, Capitães-Tenentes ou até Capitães-de-Mar-e-Guerra. Não estou falando de um sacrifício honrado, merecido, daqueles que se vêem nos filmes e são inerentes aos heróis. Não, o sacrifício de que falo, nessa carreira que insistem em chamar de “sacerdócio”, era um sacrifício inócuo, quixotesco, cujos maiores feitos eram a contagem correta e ilibada – quase obsessiva - de vidros de mostarda no balanço de paiol e a maquiagem bem feita, a qual custou toda uma noite em claro, para o recebimento de uma autoridade que só se importava com a idade do whisky que iria ser servido. Todos esses fatores me levaram a buscar uma carreira extra-Marinha, o que consegui, com a ajuda de meu Senhor Jesus, quando fui aprovado para o cargo de Analista Administrativo do TRE-RJ, o qual estou exercendo no momento. Mas o que me impressiona mesmo é que, a despeito da minha anterior posição, no início de umabrilhante carreira que se desfraldava para mim, nenhuma autoridade se interessou em descobrir por que eu havia decidido abandonar a Marinha. Eu não era um desempregado em busca de um trabalho tampouco um estudante recém-formado em direito, mas um Oficial de Carreira das Forças Armadas que resolveu, como já foi me dito, “trocar os botões dourados por uma salinha suja numa repartição”. No mínimo, é inquietante que a Diretoria de Pessoal esteja realizando pesquisas de satisfação cujo resultado seja que esse êxodo deve-se à “falta de cursos no exterior” e ao “sucateamento dos meios”. Esses não são, nem de longe, os reais motivos. E, pelo menos, quanto à oficialidade da Marinha, também não o é a remuneração. A prova disso é que pelo menos metade dos oficiais que estudam para concursos também busca carreiras de nível médio, cuja remuneração é menor, mas possuem maior qualidade de vida em relação ao regime semi-aberto que se tornou a carreira naval. Se nós formos buscar os reais motivos dessa insatisfação coletiva, porém velada, veremos que são causadas por problemas estruturais, e não conjunturais. Sua causa não está nos baixos salários, embora eles estejam realmente abaixo da média do funcionalismo público federal. Nem no reduzido orçamento, que de fato está sendo cortado ano após ano. E muito menos na redução da quantidade de meios operativos. O valor desta carta reside neste ponto: todos os problemas que serão abordados podem ser resolvidos dentro de casa, através de iniciativas internas, independentes de orçamento, e – o pior – em pouquíssimo tempo, por meio de decisões administrativas simples, que não são tomadas por má-vontade, orgulho, miopia administrativa ou apego demasiado a uma tradição caduca, que emperra e desagrega esta Força, ao invés de uni-la em laços comuns, na medida em que origina ações e ordens contraproducentes que contribuem sobremaneira para o mau andamento do serviço. Compreendemos que as Forças Armadas, conceitualmente, exercem um papel primordial na manutenção da paz, na dissuasão de hostilidades estrangeiras e na consecução dos nossos objetivos estratégicos como nação – assim como consta nas tão festejadas apostilas da Escola de Guerra Naval. Ainda mais, acreditamos e gostaríamos que essas metas fossem alcançadas, com seriedade e profissionalismo. O problema é que também compreendemos quão diametralmente opostas desses objetivos estão as decisões e atitudes tomadas por nossas autoridades, que destinam porções generosas dos recursos para a pintura incessante de equipamentos que já não funcionam por falta de recursos. Que se apropriam das já parcas etapas de alimentação e as transformam compulsoriamente em “sobras lícitas”, de modo que possam comprar parafusos, tinta, cera e bancar coquetéis para almirantes que festejam a decadência da própria Força. Que investem milhões de reais do contribuinte na compra e manutenção de meios já defasados, que onerarão ainda mais o orçamento, já que os próprios países de origem não toleram seu custo-benefício, isto se considerando que são países ricos. E, o pior, cada atitude dessa vem travestida de honradez e pundonor. A pintura de piso, de sucata, de ferrugem (somente para o dia de uma visita), se reveste do caráter de limpeza e organização, de modo que não fira os olhos de uma autoridade que reluta em não ver a realidade. O saque da nossa mesa vira espírito de sacrifício, o que vem acompanhado de manipulação das notas fiscais para que a comprovação de gastos com solda seja transformada em aparelhos de TV para a tripulação. E a aquisição de “novos” meios deteriorados é motivo de orgulho das autoridades, que se gabam de fortalecer a instituição em tempos de dificuldades, ainda que tenham comprado o refugo de outros países. Esses meios NÃO irão contribuir para a soberania da nação – não andam, nem funcionam, e ainda exporão a vida da tripulação a um risco desnecessário, pois nossos navios não possuem mais portas estanques, nem sistemas de combate a incêndio eficientes, e suas instalações funcionam na base do “gatilho”, sendo isto um dos grandes geradores da sobrecarga de trabalho à qual nossas praças e oficiais de baixa patente estão submetidos. A chave para se compreender o choque de gerações que ocorre em nossos tempos é a divulgação da informação. O movimento conhecido como Tenentismo, um conhecido de longa data, se manifesta atualmente enriquecido e ligeiramente modificado, uma vez que não se utiliza mais do embate das armas, e nem possui o fervor patriótico de outrora. Com a Internet, ficou muito difícil para o sistema de formação de oficiais privar os alunos e aspirantes da realidade reinante, como acontecia antigamente na chamada “bolha”. Hoje, é praticamente impossível realizar uma lavagem cerebral completa, que torne o militar subserviente o necessário, pois a visão de mundo que um jovem tem não o permite – e essa é a causa de tantos oficiais superiores reclamarem que “não se fazem mais tenentes como antes”. Eu e meus colegas enxergamos a Marinha como mais um órgão estatal, que tem suas funções específicas definidas em lei, e atualmente não está executando-as de forma adequada; não vamos tomá-la pelas armas, nem nos insurgirmos em revoltas. Não, nós não amamos a Marinha acima de nossas próprias vidas, pois isso sequer faz sentido. E entendemos que o mercado de trabalho também mudou, inclusive na iniciativa privada, onde ninguém mais tem um emprego para a vida toda; aplicamos isso em nossas vidas particulares e decidimos que podemos trabalhar onde melhor nos convier, seja por pagar melhor ou ter uma rotina de trabalho mais agradável, e isso sem o peso na consciência de largar o “sacerdócio”. É muita inocência achar que iremos abdicar, conhecendo nossa capacidade, competência, potencial e qualificação, de carreiras públicas que nos oferecem dignidade pessoal, respeito profissional, horário de trabalho justo e, de quebra, remuneração inicial de Contra-Almirante. Para estudar para meu concurso, tive de fazê-lo em oculto, sob pena de ser execrado do convívio da Força ou perseguido. E fui punido por não ter comunicado minha inscrição, assim como preconiza a retrógrada legislação vigente. Porém, fica o aviso de que o número de oficiais descontentes que agora estudam escondidos é muito maior do que os mais de 30 tenentes que cancelaram seu Curso de Aperfeiçoamento nos últimos dois anos e do que a turma somente de Aspirantes que fechou uma sala exclusiva na Academia do Concurso Público. Há de ser ressaltado que a geração de oficiais superiores e almirantes atualmente no comando foi formada durante o regime militar ou no pós-regime, uma época bem mais intensa nos valores e também nas arbitrariedades. O mundo mudou, as relações sociais, econômicas e empregatícias também, mas a Marinha insistiu em cristalizar-se novamente em suas tradições, e quanto mais o tempo passa mais esta instituição se afunda num anacronismo intenso. O mundo realmente pode ter mudado muito rápido para que algumas autoridades pudessem ter absorvido, mas é para tentar mudar um pouco essa mentalidade que passo a discorrer sobre algumas das principais causas de insatisfação na Marinha do Brasil: SERVIÇO • As Forças Armadas possuem uma singularidade em relação a outros órgãos e empresas, sejam públicas ou privadas: submetem seus militares a mais de 24 horas de trabalho contínuas. Isso seria simplesmente imprescindível caso estivéssemos em tempo de guerra. Mas considerando-se que nossos maiores inimigos são a sujeira do piso e o amarelo por fazer, não há respaldo para essa prática. Após o serviço, o militar não deve cumprir o expediente normal, visto que foi privado da sua noite de sono, tempo de lazer e convívio com a família. Médicos e policiais cumprem seus plantões (e muitas vezes conseguem descansar neles), são rendidos pela manhã e vão para casa. A carga horária semanal não deveria, constitucionalmente, exceder as 44 horas semanais – embora batamos com orgulho no peito nos vangloriando de que não possuímos direito algum – mas, com apenas um serviço na semana essa carga sobe para 56 horas. Numa escala muito comum, 3 por 1, o militar pode chegar a cumprir 80 horas semanais, sem nenhum tipo de compensação. É comum que cabos e marinheiros concorram a escalas de 1 por 1, sendo liberados, como um favor, ao meio-dia do dia de sua rendição. Eles cumprem 108 horas semanais, 145% a mais do que permite nossa Constituição, que defendemos com o sacrifício da própria vida. • Durante o serviço nos fins-de-semana, é comum a prática de detalhar “faxinas” a serem realizadas no tempo vago – seja lá o que isso for. Durante o dia, o militar deve se desdobrar em 2 quartos de quatro horas, sendo um de madrugada, além de cumprir os adestramentos previstos. Nessas oito horas, ele permanece em geral em pé, no calor do sol e no frio da madrugada, e, para que não consiga se refazer entre um quarto e outro, é colocado para tratar conveses, limpar corredores ou soldar chapas no seu tempo vago. Será que perder o seu descanso semanal remunerado não é o suficiente, o militar tem que sentir dor o tempo todo? Nesta Força existe um conceito muito errado de que nossos militares são máquinas que devem produzir em tempo integral e de que qualquer tempo ocioso, incluído o de descanso, é desperdício. • Os oficiais são obrigados, em geral, a permanecer em pé no portaló durante seu serviço – desde 06:00h, para fiscalizar(?!) o quarto d´alva –, visando basicamente a realização de cerimonial para visitas de autoridades não-anunciadas e a manutenção do alerta vermelho máximo para a passagem de lanchas de almirantes. Considero isso um desrespeito à minha formação e capacidade intelectual, uma vez que sou relegado a um mero soldado de chumbo, enfeitando um portaló, enquanto sou subaproveitado nas minhas tarefas administrativas. Cabe às autoridades definirem: o que é mais importante, um cerimonial que pode vir a acontecer ou a realização das tarefas administrativas vitais do navio? Sempre achei que tivesse estudado demais para ter simplesmente a função de ficar em pé por mais de 10 horas seguidas. O oficial de serviço pode sim, muito bem, ficar volante no navio, e atender situações que realmente façam jus à sua presença. Quanto ao procedimento das visitas não-anunciadas, já está na hora das autoridades se conscientizarem de que a máquina estatal não pode ficar completamente mobilizada simplesmente aguardando seu repentino aparecimento, de modo a louvá-las e engrandecê-las. • É comum que se avalie a escala de serviço como “muito cochada”, se arbitre umasatisfatória e depois se inventem postos desnecessários para se justificar esse aumento, de modo que não fiquem militares à toa, “sobrando”, como se a folga da escala representasse mão-de-obra ociosa. Lembro também de quando estava na Escola Naval, onde o segundo-anista não poderia pegar menos serviço do que o terceiro-anista, e então criaram um “plantão do bar” para piorar a vida do segundo ano, e, comparativamente, melhorar a do terceiro (redistribuindo, assim, as cotas de infelicidade). Essa prática é muito comum também na Esquadra, matriz do “Caldeirão Naval”, onde a escala do oficial não pode ser maior do que 5 por 1 e já houve caso de mais de três oficiais estarem de serviço em um mesmo dia desnecessariamente. Sei que um oficial pode se qualificar para concorrer à escala em mais de um navio, assim como eu mesmo já fui qualificado, e sem muito esforço; durante o expediente, cada navio poderia ter seu próprio oficial de serviço para resolver problemas administrativos, e, após, somente um dos oficiais se responsabilizaria pelos navios durante o pernoite. Ou então, os oficiais de serviço poderiam simplesmente ficar de sobreaviso, com um celular. Como a manutenção do Grupo de CAv geralmente é citada como impeditivo para a diminuição da tabela como um todo, lanço a V.Sas. um desafio: arquitetar um plano de combate a incêndio efetivo que se utilize somente dos militares de serviço. Isso se mostra na prática inviável, pois combater um incêndio com doze ou oito militares dá no mesmo – teremos que disparar o Halon ou chamar a brigada de bombeiros e GSE. Ressalto que a quase totalidade dos incidentes decorre da presença de pessoal a bordo, ou seja, quanto mais gente houver na tabela de serviço, maior será a quantidade de pessoas necessária para cuidar da tabela de serviço. Só haverá incêndio na cozinha se ela for utilizada, incêndio na coberta se esta estiver habitada, rompimento de rede se estiver pressurizada. A manutenção de uma tabela de serviço que pernoite a bordo é a causa mater dos sinistros, e sua diminuição ou extinção alteraria sobremaneira o paradigma do CAv. E, afinal de contas, se CAv fosse tão importante, as tomadas de incêndio não deveriam estar entupidas com Kaol. COMISSÕES• Sem esquecermos que, dentre as profissões do mar, só os pescadores são mais mal-remunerados do que nós, podemos fazer algumas considerações.. Se é fato que nossa compensação pecuniária é irrisória, então que haja compensação como há na Petrobrás: seja adotada a escala de 15 por 15, pelo menos (ou seja, um dia de licença para cada dia de comissão), sem se falar na escala de 14 por 21 adotada por aquela empresa, que é considerada de vanguarda até no âmbito internacional, e, logicamente, deve possuir uma capacidade administrativa de referência. Realmente somos homens de madeira em navios de ferro, e merecemos descanso depois desta atividade tão ingrata, que é se fazer ao mar, já que nem fazemos jus à compensação orgânica. Seria implausível abrir mão dos militares por tanto tempo? Creio que não, considerando que em cada dia de mar estamos 24h a serviço, período de tempo três vezes superior ao nosso expediente normal. Se a Marinha inventou tantos obstáculos administrativos de modo que uma tripulação operativa não possa se ausentar para ter descanso, que se transfiram essas responsabilidades para uma unidade administrativa, bastando uma alteração em DGPMs, SGMs, ou qualquer outro pedaço de papel. Afinal, alguém deve dar suporte aos nossos militares, ou não? • Sendo o mar um ambiente inóspito por natureza, os tripulantes ainda são obrigados a cumprir expediente entre o enjôo e o serviço, embora o navio esteja em um período dedicado à vida operativa. Um mínimo de descanso e conforto é necessário ao marinheiro para que realize suas tarefas a contento e ajude a diminuir o stress que naturalmente surge em condições de afastamento e confinamento. • Por último, o que considero mais desrespeitoso: obrigar a tripulação a baldear e pintar o navio no dia do regresso de uma comissão, sem ao menos terem tido a chance de verificar como estão seus familiares. A pintura não pode ser - ou transparecer que é - mais importante do que nossas famílias. ROTINA E ADMINISTRAÇÃO• Consideramos como nossas prioridades administrativas a desburocratização, a impessoalidade (nisto também subentendida a extinção do queromarinst, a mais arbitrária, arcaica e amadora forma de gerência existente), a definição de objetivos claros que devam ser alcançados e de prazos razoáveis a serem cumpridos – todas as nossas tarefas costumam ser “pra ontem”, revelando o descompasso do nosso planejamento organizacional – , e o uso racional do dinheiro público. Por isso, não aceitamos pintar o piso para a visita de uma autoridade, ou pintar o navio antes mesmo de atracar, após três meses de comissão, como se retornasse da Terra-do-Nunca: isso é desperdício. Não aceitamos que se sirvam banquetes para autoridades, e depois compensem com semanas servindo macarrão com salsicha para a tripulação: isso é desrespeito. Inclusive, se há a coragem moral nesta Força de que tanto se ouve falar nas Praças d´Armas, então que se sirva para as autoridades extra-MB que visitarem nossas OMs o mesmo rancho que comemos diariamente. Esta é a melhor maneira de protestar pelo corte de nossos recursos. E, que, finalmente, a Marinha entenda que manutenção de limpeza e arrumação não é nossa função constitucional. Enquanto houver Capitães-de-Fragata passando os dedos com luva em cima de armários não poderemos nos concentrar nas tarefas que realmente importam. • Assim como eu chego sem atrasos todo dia, em um horário definido, gostaria que a licença fosse cumprida desta mesma forma. O licenciamento não é um favor, muito menos concessão do comando: é uma obrigação com o militar que já cumpriu seu expediente diário. Não há como solucionar todos os problemas da MB em um único dia (e cabe ressaltar que a maior parte dos nossos problemas são explicitamente gerados pelas idiossincrasias de nossos oficiais superiores e almirantes, que desejam governar este órgão como melhor lhes parecer, satisfazendo suas prioridades pessoais e relevando as da organização). E se for necessário ficar após o horário, que haja compensação noutro dia. Além disso, a maior humilhação à qual me sujeitei durante estes mais de quatro anos de oficial foi suplicar, diariamente, para poder ir embora após cumprir meu expediente. Nós simplesmente não temos que nos despedir, como um ato de educação, mas ficamos atrelados a uma AUTORIZAÇÃO para irmos embora, o que gera um mal-estar horrível após ser repetido duas centenas de vezes, e ainda nos atrasa, em pelo menos, quarenta minutos por dia, tempo médio para vencer as filas dos nossos superiores nas mais diversas instâncias. • Num passe de mágica, algumas autoridades pensam que podem apagar, através de confraternizações, o dia-a-dia estressante que impõem aos oficiais subalternos e intermediários, tornando todos “uma família” imediatamente. Essas confraternizações são marcadas, em geral, fora do horário de expediente, e são compulsórias, tornando-se um prolongamento (realmente longo) deste. Minha geração não troca o convívio de suas famílias por amigos de copo, e amizade verdadeira não exige comparecimento contrariado. Se todos estivessem satisfeitos, o congraçamento seria conseqüência natural. Quando o coquetel é realizado durante o dia, mostra-se mais um revés interessante: passam-se três horas ou mais de expediente no evento, e julga-se que isso não é errado – esse tempo desperdiçado exige, invariavelmente, uma dedicação suplementar para resolver as tarefas negligenciadas. Mas quando é necessário a um oficial sair mais cedo para resolver um problema, ele fica sendo mal visto. Isso é um exemplo clássico da nossa cultura: pode-se matar o expediente para beber, mas não para tratar de nossa vida pessoal. • Como resultado de alguma carência afetiva, certas autoridades ficam nervosas se não receberem o bom dia, ou o boa noite. Esta é uma frivolidade que deve ser encarada da seguinte forma: as pessoas têm coisas mais importantes para fazer do que dar boa noite compulsoriamente umas às outras. Esse evento ocorre naturalmente ao haver um encontro fortuito entre duas pessoas educadas, e não deve ser objeto de recomendações intimidadoras ou ordens de parada. • Por se falar em parada, esta consiste em uma das melhores formas de desperdiçar mão-de-obra. Como se ninguém soubesse sua função na OM, reúnem-se os oficiais para se despacharem ordens geralmente de caráter individual, ou se fazem verdadeiros grupos de discussão sobre assuntos aleatórios e fantásticos, enquanto todas as praças aguardam em formatura. Em suma, a OM fica parada por quase uma hora e depois se estende o expediente após o horário. Definitivamente, isso não é GQT. A parada pode ser feita por e-mail e os assuntos individuais, tratados individualmente... • Assunto grave e delicado: caixa de economias. Se, hoje mesmo, o governo dobrasse nossa etapa de alimentação, melhoraríamos o padrão do nosso rancho ou dobraríamos nossa receita? Se é difícil trabalhar na escassez do orçamento, que se apliquem pelo menos os recursos corretamente na sua previsão legal. Não existem “sobras lícitas”, pois na realidade não há sobras. Esta sobra artificial é criada quando se estipulam metas financeiras a serem atingidas em detrimento da qualidade de vida de nossas tripulações; como, então, exigir comprometimento? Como ser leal com quem nos retira o bife para comprar parafusos, tinta e souvenires para autoridades? Se não há previsão orçamentária para nossas despesas correntes e manutenção dos meios, então que nossos almirantes parem de ter medo de apertar quem se deve, nosso governo (se bem que apertar a própria Força é mais fácil e não arrisca a nomeação para cargos na ONU), e EXIJAM que sejam repassados os recursos necessários. Mas o que vi todos esses anos é que é mais cômodo exigir a excelência dos mais modernos, exaltando a “criatividade”, como ouvi em tantas Ordens do Dia, quando na verdade não existem ferramentas adequadas, computadores em condições de uso ou nem sequer pano para limpeza, que deve ser reaproveitado até depois de rasgado. Esse é o exemplo de coragem e abnegação a ser seguido no Bicentenário de Tamandaré? • Finalmente, o mais grave, por se tratar de crime: química. É inadmissível que se exija dos subordinados que se mascarem notas fiscais a fim de burlar o controle orçamentário que a própria Marinha idealizou e exportou para a Administração Pública com tanto orgulho. É desnecessário me aprofundar neste tema, mas eu alerto a todos que julgam que “os fins justificam os meios” que a grande quantidade de oficiais descontentes que foram aprovados como Analistas do TCU e na Polícia Federal recentemente pode vir a mudar o destino de quem tem grande prazer em resolver os problemas de bordo a qualquer custo, se achando acima da lei, ou que pensa que pode se explicar a um magistrado dizendo que o fez “em prol do serviço”. Oficiais que desejam fazer o que julgam correto são mal vistos e retirados de suas funções para não atrapalharem o “bom” andamento do serviço. E isso também se aplica à venda ilegal de óleo combustível. Embora não haja espaço nesta carta para citar todos os nossos vícios, como, por exemplo, a forma amadora de condução do reparo de um navio, esses são, no meu ponto de vista, alguns dos principais problemas geradores da desmotivação que se alastra pelos Oficiais Subalternos e Intermediários na Marinha, e são a causa do êxodo que vem ocorrendo. Eles são mutáveis, pois são concernentes à postura das nossas autoridades. A pena que as FFAA e, em especial, a Marinha, pagará, se não corrigir este problema postural, será ter uma lacuna irreparável em seus postos a médio e longo prazo. Se nossos almirantes decidirem descer dos pedestais e encararem a situação como homens valorosos que são, entenderão que este é um momento de guerra e medidas difíceis devem ser tomadas. Entendam: esta Força, como hoje conhecemos, não vai subsistir, nem de um modo, nem de outro. Se essas mudanças não forem feitas agora, as baixas em massa serão cada vez mais freqüentes e mais fortes, e, quando o remanescente da minha geração chegar ao comando, as fará. Se forem tomadas agora, a Marinha se tornará um lugar agradável de se trabalhar e muitos corações que hoje estão inclinados a sair podem retroceder. Não se enganem, existem Aspirantes do 2º ano estudando para concursos, e também Capitães-Tenentes em postos-chave, sendo que a média de espera para aprovação em um concurso é dois anos. É uma decisão a ser tomada rápido, antes que haja um colapso administrativo, e não existe como prender as pessoas com ameaças de indenização de cursos – o que, aliás, é inconstitucional. É hora de rever as políticas de motivação e de aposentar o “Manual de Liderança da Marinha”: parar de movimentar militares contrariados quando houver voluntários; respeitar a programação de férias que o militar fez com sua família com seis meses de antecedência; não tocar regresso geral fim-de-semana para comparecer a uma regata (teoricamente, isso é lazer); não exigir de todos nós que demos um “jeitinho” quando não houver previsão orçamentária (o famoso “fazer no amor”); não colocar como prioridade do nosso serviço o apito para lanchas de autoridades, sob o risco de receber uma mensagem exigindo apuração do fato; parar de achar que nossa oficialidade vai ter como sonho de vida tão somente esperar talvez ser Almirante dentro de trinta anos. Estas medidas surtirão muito mais efeito na qualidade do nosso trabalho do que qualquer “Programa Netuno”, recém-divulgado, que já nasce com uma incongruência típica: enquanto toda a Administração Pública Federal terá oito anos para sua implementação, a Marinha implementará seu “pacote de qualidade” em um ano, com a famosa fórmula “embrulha e manda”, se valendo do mascaramento de índices e avaliações. Quanto a mim, sei que vou servir melhor ao meu País no TRE do que na Marinha, porque cansei de servir com amadores. Cansei de jogar dinheiro pelo ralo e de ver boas idéias se perdendo num labirinto de vaidades, priorizando-se limpeza e arrumação ao invés de segurança nacional. Cansei de pertencer a um celeiro de alcoólatras e pais ausentes; terei efetivamente tempo para me dedicar à minha família e viver dignamente, como não faço desde 19 de janeiro de 1998. E se alguém que ler esta carta se propuser a refutar meus argumentos, estarei à disposição, pois nunca fui de me fechar ao debate por uma simples questão hierárquica. MARCIO DE ABREU PRAÇA CARDOSO Primeiro-Tenente (RM2) Analista Administrativo TRE-RJ e-mail: tenente_cardoso@hotmail.com

sábado, 15 de março de 2008

O que está faltando acontecer nesse mundo?

Menina nasce com duas faces na Índia
Menina na Índia nasce com duas faces

Uma menina com duas faces nasceu na última segunda-feira em uma vila localizada a 50 km de distância de Nova Deli, capital da Índia. Os moradores do local acreditam que o bebê seja a reencarnação de uma deusa e estão todos em festa, comemorando com muita música, dança e pedidos de benção o seu nascimento. Os habitantes da pequena vila Gautam Buddha Nagar ficam em torno da casa entoando cânticos, oferecendo moedas e pedindo favores, segundo o site IBN Live.com. Apesar da má-formação, a menina está em bom estado de saúde, afirmam os médicos.

Leia mais sobre: Índia, bebê

Reações antagônicas Enquanto na Índia, o povo, pelo desconhecimento que isso é uma anomalia da natureza, adora a criança como uma divindade reencarnada (misticismo), no Brasil a criança é tratada de aberração e com certeza seria motivo de vergonha, xacotas e zombarias. No Brasil, só quem têm um parente deficiente sabe o peso da discriminação. Muitas mães de deficientes no Brasil são abandonadas junto com a criança mesmo antes de dar à luz. Lá a ignorância leva o povo a adorar aquela (s) LINDA(s) criança (s). Aqui no Brasil, crianças saudáveis são jogadas em rios, pela janela, no bueiro e assassinadas aos milhares no ventre de suas mães através de abortos. Quem é (somos) mais ignorante!!! Eu escolheria amar aquela (s) menina (s) e não chamá-la de aberração!!!!!! Turminha do Barulho | |

Enviada por Marcos Reis 15/03/2008 - 11:31 (96 notícias publicadas)

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domingo, 27 de janeiro de 2008

Como viver assim ?...

BALA PERDIDA

As ocorrências de violência são tantas que lotam os jornais. Mas qual critério pra dar a notícia? Imagine o que passa na cabeça de um parente de qualquer uma dessas anônimas vítimas diárias da violência urbana ao ver que aquela morte, não noticiada, é apenas mais uma.

Por isso Ana Maria pediu para reunir numa reportagem um pouco desses rostos anônimos vítimas de balas perdidas.

O primeiro caso marcante de bala perdida foi em 1998. A estudante Camila Magalhães saía da escola quando foi atingida por um tiro. Ela ficou tetraplégica.

Em 2003, outra tragédia. Gabriela Prado, de 14 anos, pegava o metrô pela primeira vez na vida. Ainda nas escadas foi atingida no peito depois de um tiroteio entre bandidos e a policia. Morreu na hora.

Em maio do mesmo ano, a estudante de enfermagem Luciana de Novaes ficou tetraplégica. Ela estava na faculdade Estácio de Sá quando uma bala atingiu a coluna cervical.

A costureira Maria Lucia dos Santos, de 54 anos, visitava o marido que estava internado no hospital em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. No início da madrugada, ela foi fumar um cigarro do lado de fora do hospital e foi atingida por uma bala perdida. Socorrida na hora, não resistiu.

Em dezembro de 2007, o menino Hugo Cavalcante, de 12 anos, foi atingido na cabeça quando jogava futebol num clube do Leblon, Zona Sul do Rio. Ele não resistiu ao ferimento e morreu no hospital.

No último Reveillon, em Copacabana, seis pessoas entre cariocas e turistas foram feridas por balas perdidas. O som dos tiros foi abafado pela queima de fogos na praia.

O último levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro mostra que só no primeiro semestre de 2007 foram 170 pessoas atingidas por balas perdidas, sendo que 12 morreram.

Exposição Esse destino trágico impressionou a fotógrafa Anna Kahn. Ela resolveu fotografar os locais onde muitas dessas pessoas foram mortas por balas perdidas. O trabalho resultou em uma exposição que emociona.

As vítimas não aparecem nas fotos. Mas é como se estivessem ali. Ela buscou o vazio humano porque o vazio incomoda a gente, assim como a presença das balas.

A exposição "Retratos da Ausência" fica em cartaz até o dia 17 de fevereiro, no Instituto Moreira Salles. O endereço é Rua Marquês de São Vicente, 476, na Gávea, Rio de Janeiro ¿ RJ.

Camila Lima A jovem de 21 anos foi baleada há 10 anos. Ficou tetraplégica. Com muito tratamento, ela está recuperando os movimentos da parte superior do corpo.

Ela foi ferida no pescoço quando saía da escola, durante troca de tiros entre policiais e assaltantes de uma joalheria. Ela tinha 11 anos e muitos sonhos. Adorava skate, patins, natação e queria ser modelo.

Na Justiça, ela espera até hoje por indenização. A família entrou com ações contra o estado e contra os lojistas da região. Nem uma audiência foi marcada e só agora ela foi convocada para fazer a perícia que comprovará as sequelas do tiro.

Camila foi para a Alemanha, onde conseguiu ficar de pé, na barra, sozinha, com imobilizadores de joelho. Em 2006 foi para Portugal fazer um implante de células tronco. Tudo com dinheiro da família e com a ajuda da sociedade. Só em 2006 é que a Secretaria de Saúde liberou uma verba que não corresponde a um décimo do que já foi gasto.

PS: O mundo precisa refletir bastante sobre a violência e se perguntar:

*Será que eu to fazendo alguma coisa para diminuir esse quadro ou contribuo para que isso aumente ainda mais?

NÃO PODEMOS CRUZAR OS BRAÇOS POIS NOSSOS FILHOS, PAIS, IRMÃOS, PARENTES E AMIGOS ESTÃO NO MEIO DO FOGO CRUZADO.

Pensando sempre em você!...



















ESSE ACRÓSTICO EU FIZ ESPECIALMENTE PARA VOCÊ MEU
FILHO...

Triste é passar pela vida como a sombra pela estrada.
Hoje passa é percebida...mas filho.
Infelizmente passou não resta mais nada.
As únicas pessoas que nunca fracassam são as que nunca tentam.
Grande é a colheita, mas os trabalhadores são poucos!!!!
O fracasso não é a pior coisa do mundo...Desistir é!!..


MEU FILHO NINGUÉM TE AMA NESTE MUNDO MAIS DO QUE EU, SOMENTE EU DARIA A MINHA PRÓPRIA VIDA PELA SUA...DEUS É FIEL E ESTÁ SEMPRE COM VOCÊ.
Sua mãe !!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Perdão Pelos Olhos de Daniel Lucas...

E aí você precisa pedir perdão ou tem que perdoar ?

Daniel Lucas

Líder do Ministério Cristo em mim

Max Lucado, escreve em um de seus livros a seguinte frase: “O momento que mais parecemos com Deus é quando perdoamos e o momento que menos parecemos com Deus é quando odiamos a alguém”.

Tive vontade de escrever sobre isso pelo seguinte motivo: O propósito eterno de Deus é que sejamos uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, ou seja, eu e você precisamos a cada dia procurar ser igual a Jesus. - Romanos 8:29 E creio que um passo muito importante para alcançarmos essa meta ou esse alvo é aprendermos a perdoar. Jesus sempre nos ensinou a perdoar, ele jamais agiu sob vingança ou ódio e rancor, mas sempre dirigido pelo sentimento de amor e perdão. Ele quando ensina a orar em Mateus 6:12 , diz que deveríamos perdoar aos outros assim como Deus nos perdoou. Jesus nos dá o maior exemplo quando na cruz diz uma frase em favor dos que o crucificavam: “Pai perdoa-lhes pois não sabem o que fazem”. Ele sempre esteve e está disposto a perdoar, mesmo quando não merecemos. Não deveríamos fazer o mesmo? Perdão é algo que faz parte do caráter de Cristo, por isso deve fazer parte do nosso também. Falamos tanto em buscar a glória de Deus, e esquecemos o que o próprio Jesus disse em sua oração proferida em João 17:22: “E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um”. Como seremos um se não aprendermos a perdoar? É simplesmente impossível formarmos em nós o caráter de Cristo sem termos a capacidade de nos humilharmos e pedirmos perdão. Perdão não é um sentimento, perdão é uma decisão, uma atitude. Não devemos esperar sentir uma vontade de perdoar, temos que perdoar por que Jesus nos perdoou, esse é o motivo, queremos ou não ser iguais a Jesus? Lembre-se, quando buscamos sermos iguais a Jesus, ajudamos a concretizar o sonho de Deus como dissemos no início dessa devocional. E não há nada melhor e que mais nos realiza do que agradar a Deus. E aí, você precisa pedir perdão a alguém? Se precisa, ore agora mesmo por isso e se apresse em fazê-lo, procure a pessoa se possível, pois assim você estará parecendo com Jesus! Um abraço,

Daniel Lucas por Deisinha

Conheça o site do Daniel Lucas www.cristoemmim.com.br

Perdoar Sempre ! ...Sim ou Não ?

PERDOE...

" Eu Te Perdôo "

Três palavras mais difíceis de serem ditas, no entanto são três das palavras que mais podem revelar Luz.
Depois que perdoamos, podemos ver a pessoa que nos machucou de um novo ângulo.
Quem sabe esta pessoa esteja aqui para nos mostrar que não estamos tão abertos quanto pensávamos estar.
Quem sabe está aqui para nos mostrar o quanto estamos desconectados de Deus. Seja qual for o motivo, o perdão traz empatia, traz compreensão, e nos tira para fora do nosso diálogo interno de culpa e remorso. Hoje, deixe de lado a balança da Justiça e mande calar essa voz poderosa dentro da sua mente que fica dizendo o que o outro fez de errado.
Simplesmente perdoe.
Pois você nunca poderá saber o que é a luz, a menos que saiba o que é perdoar...
Texto extraído da coluna Esoterismo, do jornal Extra

sábado, 15 de dezembro de 2007

NÃO TENTE NOS ENTENDER...Apenas Nos Ame.

MULHER"

O nome é amplo, à altura da imensidão do feminino.Mas o que me incomoda mesmo é a tal alegação impiedosa e limitada sobre nós: "É IMPOSSÍVEL SATISFAZER AS MULHERES".
Vou aproveitar o ensejo para discordar, veementemente.Por mais que já tenha refletido sobre esta aparente insatisfação das mulheres, por mais que já tenha observado os meus próprios paradoxos e até admita que nem nós mesmas conseguimos nos entender, muitas vezes, tenho de tentar esclarecer: SATISFAZER-NOS É POSSÍVEL!Queremos e podemos ser satisfeitas e isso é mais fácil do que tem acreditado alguns homens.E quanto a nos entender, pra que?Desistam desta idéia.Não nos entendam, não tentem traduzir nossas contradições ou fazer contas pra saber se hoje estaremos ou não de bom-humor.BASTA QUE NOS OLHEM COM DETERMINAÇÃO E NOS FAÇAM UM ELOGIO COMO QUEM SENTE A NOSSA ALMA.

Adentre em nosso corpo como quem busca nossos sonhos,
e depois nos seduza daquele jeito que vocês tão bem sabem fazer...
e nos sentiremos desejadas;toda a satisfação terá nos invadido.

MULHER DESEJA SER AMADA E NÃO ENTENDIDA. Deseja ter a sensação de que, dentre tantas outras, é única.Creio que o autor que mais se aproximou da alma feminina tenha sido Saint Exupéry, talvez despretensiosamente, enquanto escrevia "O PEQUENO PRÍCIPE".
Quem já leu, certamente vai se lembrar da rosa, tal qual um coração de mulher...
- "AH! EU ACABO DE DESPERTAR. DESCULPA, ESTOU AINDA TODA DESPENTEADA.
O PRÍCIPEZINHO, ENTÃO, NÃO PÔDE CONTER O SEU ESPANTO: -COMO ÉS BONITA !
-NÃO É?RESPONDEU A FLOR DOCEMENTE.NASCI AO MESMO TEMPO EM QUE O SOL...
-O PRÍNCIPEZINHO PERCEBEU LOGO QUE A FLOR NÃO ERA MODESTA.MAS ERA TÃO COMOVENTE!
-CREIO QUE É HORA DO ALMOÇO,ACRESCENTOU ELA.TU PODERIAS CUIDAR DE MIM?...
E a convivência entre eles foi intrigando o Pequeno Príncipe:
"É bem complicada essa flor... " pensava ele.Mas quando saiu de seu Planeta em busca de respostas sobre a vida e o amor,um dia confessou ao amigo,na Terra
"NÃO A DEVIA TER ESCUTADO.NÃO SE DEVE NUNCA ESCUTAR AS FLORES.BASTA OLHÁ-LAS, ASPIRAR SEU PERFUME.AMINHA EMBALSAMAVA O PLANETA, MAS EU NÃO ME CONTENTAVA COM ISSO...NÃO SOUBE COMPREENDER COISA ALGUMA!DEVIA TÊ-LA JULGADO PELOS ATOS, NÃO PELAS PALAVRAS.ELA ME PERFUMAVA, ME ILUMINAVA...DEVERIA TER-LHE ADIVINHADO A TERNURA SOB OS SEUS POBRES ARDIS.SÃO TÃO CONTRADITÓRIAS AS FLORES!MAS EU ERA JOVEM DEMAIS PARA SABER ARMAR "
Depois de se decepcionar por descobrir tantas rosas iguais àquela que deixara em seu planeta, acreditando ser a única em todo o Universo, ele aprendeu sobre cativar:" SE TU ME CATIVAS, MINHA VIDA SERÁ COMO QUE CHEIA DE SOL ".

E mais do que aprender a amá-la,ele aprendeu que uma flor,
assim como uma mulher,pode ser única,ainda que existam milhares iguais a ela.
E,então,diante de um jardim,amou enfim a sua flor:

"-VÓS NÃO SOIS ABSOLUTAMENTE IGUAIS À MINHA ROSA,VÓS NÃO SOIS NADA AINDA.NINGUÉM AINDA VOS CATIVOU, NEM CATIVASTES A NINGUÉM...SOIS BELAS, MAS VAZIAS.NÃO SE PODE MORRER POR VÓS.MINHA ROSA, SEM DÚVIDA UM TRANSEUNTE QUALQUER PENSARIA QUE SE PARECE CONVOSCO.ELA SOZINHA É, PORÉM, MAIS IMPORTANTE QUE VÓS TODAS, POIS FOI A ELA QUE EU REGUEI.FOI ELA QUE PUS SOB A REDOMA.FOI A ELA QUE ABRIGUEI COM O PÁRA-VENTO.FOI DELA QUE MATEI AS LARVAS.FOI A ELA QUE ESCUTEI QUEIXAR-SE OU GABAR-SE, OU MESMO CALAR-SE ALGUMAS VEZES. É A MINHA ROSA."

Poe isso, não leve tão a sério o que dizemos.
Mais do que nossas queixas e complicações,é o que fazemos que nos torna

MERECEDORAS DO SEU AMOR...

Fonte: Texto extraído do site www.terra .com.br

É PRECISO SABER VIVER...josy essas suas palavras foram escritas prá mim, beijos amiga!!!


"Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará! Encerramos ciclos não por orgulho ou incapacidade, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua VIDA!"




ಌஜ*☆Luxúria☆*ಌஜ (Isabella Taviani)

Dobro os joelhos
Quando você me pega,
me amassa, me quebra,

Me usa demais
Perco as rédeas
Quando você demora, devora, implora sempre por mais
Eu sou navalha cortando na carne

Eu sou a boca que a língua invade

Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde

Disfaça assim de mim

Que eu gosto e desgosto, me dobro,
Nem lhe cobro rapaz
Ordene e não peça

Muito me interessa a sua potência, seu calibre e seu
gás
Sou o encaixe, o lacre violado

E tantas pernas por todos os lados

Eu sou o preço cobrado e bem pago

Eu sou um pecado capital

Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo

Surpreender seus movimentos

Virar o jogo

Quero beber o que dele escorre pela pele

E nunca mais esfriar minha febre

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

BOAS FESTAS !!!!

Algo há de diferente...
É o Natal que chega já de mansinho no coração das gentes.
É o menino que renasce lançando de novo a semente do amor, da paz, da luz, da comunhão das mentes...
É Natal !
Mais um ano que passa
que nos lega uma vivência de que o passado passou,
de que as lembranças existem, de que a saudade faz permanência no coração de cada homem.
Muita coisa já se foi...
Quanta gente se perdeu
São risos e lágrimas que deixamos prá trás.
De cada gesto permanece a sombra...
De cada olhar restou o brilho
De cada momento, uma recordação
E em todo coração ficou a ausência do Amor...
que se preenche todos os dias de esperança na " próxima esquina".
É Natal !
para todas as gentes nasce uma nova luz
Para todas as gentes há esperança...
Um novo brilho
Em cada manjedoura um novo menino
Em cada coração, uma ilusão
Ilusão que se assemelha a sonho de que o Natal não passe...
de que o menino não morra antes de Abril
de que o coração do homem não se feche tão logo a festa acabe
Ilusão de que as mãos continuem entrelaçadas
de que o amigo se reconheça no outro
de que o olhar não perca esse brilho
de que a semente não seja em vão...
É Natal !
E é doce pensar que amigos existem aos montes
E é doce pensar que essa vida é uma aquarela
e que nós somos os artistas
E é doce pensar que essa poesia ultrapassa a realidade...
Se condensa no sonho...
Porque é Natal !
Paz para quem vive
Paz para quem morre
Luz e paz para quem nasce de novo
todos os dias...todos os anos...
Eternamente,
FELIZ NATAL e UM PRÓSPERO ANO NOVO !!!



quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

CÉLULAS TRONCO Polêmica brasileira
O Supremo Tribunal Federal marcou para dezembro o julgamento do processo que decidirá o futuro das pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. Elas foram autorizadas pela Lei de Biossegurança, de 2005. Mas, dois meses depois, o então procurador-geral da República Cláudio Fonteles entrou na Justiça pedindo sua proibição. Há uma tendência positiva pela liberação. Aposta-se dez por um que o ministro Carlos Aires Brito, relator do processo, vá se posicionar neste sentido. "É bom saber que a ciência encontrou uma outra via para chegar à célula-tronco embrionária além daquela que envolve a delicada questão do uso de embriões", disse ele à ISTOÉ. Enquanto a decisão final não sai, os estudos estão liberados.
RUDOLFO LAGO Apelo aos usuários da internet... peço que rezem,pois essa votação não irá apenas manter as minhas esperanças ou de milhares de pessoas que estão precisando desse tratamento,assim como milhares de crianças,jovens que tiveram suas vidas interrompidas por um acidente ou por violencia,pais de famílias que por causa de doenças como esclerose ou derrame,ficam presas em casas ou cadeiras sem poder ajudar a familia e filhos.......... peço tmb para as muitas pessoas que infelizmente irão precisar,visto que a violencia nas ruas e transito estão cada vez maior.não estamos livres,amanhã ou algum dia,um parente seu ou até mesmo vc,poderá precisar.......espero que não,mas reflitam e pensem com carinho. conto com todos vcs,repassem á todos de sua lista,precisamos demais da ajuda de todos. se alguém ainda não assinou a petição,ainda dá tempo,entre no meu orkut que lá terá o link.não é virus,e vc não vai demorar nem um minuto. meu usuário do orkut é raul cayres email raulcallegon@hotmail.com ou raulcallegon@gmail.com obrigado raul callegon cayres por Deise Souza Lima